Enquanto grande parte do Brasil enfrenta o calor intenso do verão e recorre ao ar-condicionado para aliviar as altas temperaturas, a geada na Serra Catarinense evidencia um cenário completamente fora do padrão para esta época do ano. Na madrugada desta segunda-feira (5), a região registrou a segunda geada consecutiva de 2026, um fenômeno raro para o mês de janeiro, com temperaturas próximas de 0°C.
O episódio mais intenso foi observado em São Joaquim, onde os termômetros marcaram 0,9°C, conforme dados da Prefeitura Municipal e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A geada cobriu áreas do Vale dos Caminhos da Neve, transformando a paisagem em um cenário típico de inverno, contrastando com o auge do verão brasileiro.
Massa de ar frio favoreceu o fenômeno
De acordo com especialistas, a formação da geada foi favorecida pela atuação de uma massa de ar frio e seco, considerada excepcionalmente intensa para esta época do ano. A combinação entre o ar polar, o céu limpo e a ausência de ventos permitiu forte perda de calor durante a madrugada, provocando o resfriamento acentuado da superfície e a formação de gelo sobre a vegetação rasteira.
A abrangência e a intensidade do fenômeno chamaram atenção, já que eventos dessa magnitude em janeiro não são frequentes desde o início dos anos 2000 na Serra Catarinense.
Cena rara registrada no Vale dos Caminhos da Neve
Um dos registros mais marcantes da manhã foi feito pelo fotojornalista Mycchel Legnaghi, que enfrentou o frio intenso do vale para documentar os efeitos da geada. Durante o trabalho, ele encontrou uma libélula com as asas congeladas, completamente imobilizada pelo gelo formado durante a madrugada.
O inseto só conseguiu retomar o voo após receber auxílio e depois que os primeiros raios de sol começaram a aquecer a região, em uma cena que ilustra de forma clara a intensidade do frio registrado.
Fonte SCC
Publicação Joraci de Lima


