Ao menos cinco casos do vírus Nipah foram detectados entre profissionais de saúde no estado de Bengala Ocidental, na Índia, neste mês de janeiro, segundo informações da News-18, afiliada da CNN no país. De acordo com a emissora, autoridades de saúde indianas buscam acalmar a população, afirmando que a situação está sob controle.
Aeroportos em países asiáticos reforçaram medidas de segurança de verificação de saúde, após os relatos. Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram checagens semelhantes às feitas durante a pandemia de Covid-19 nos terminais.
A CCTV, emissora estatal da China, informou nesta terça-feira (27), citando a autoridade de controle de doenças, que nenhuma infecção pelo vírus foi detectada no país, mas ressaltou que há riscos de casos importados.
O vírus Nipah já foi identificado outras vezes no Sudeste da Ásia. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), ele foi descoberto em 1999, em um surto entre criadores de porcos na Malásia, e é detectado com regularidade em Bangladesh e na Índia.
O vírus é zoonótico, ou seja, é transmitido de animais para humanos. A infecção também pode ocorrer após a ingestão de alimentos contaminados ou diretamente entre pessoas.
O que é o vírus Nipah
O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos. Ele foi identificado pela primeira vez no fim dos anos 1990 e tem como principal reservatório os morcegos frugívoros, conhecidos como morcegos-das-frutas.
Esses animais podem carregar o vírus sem apresentar sintomas e eliminá-lo por meio da saliva, da urina e das fezes. Em humanos, a infecção pode evoluir de forma rápida e grave, atingindo principalmente o sistema nervoso e o sistema respiratório.
Sintomas do vírus Nipah
Os sintomas iniciais do vírus Nipah costumam ser inespecíficos e semelhantes aos de outras infecções virais:
Febre.
Dor de cabeça intensa.
Dores no corpo.
Náuseas e vômitos.
Comprometimento neurológico (confusão mental, convulsões e encefalite).
Inflamação do cérebro que pode levar ao coma.
Insuficiência respiratória.
O vírus pode chegar ao Brasil?
Neste momento, a prevenção e a vigilância continuam sendo as principais estratégias para conter a doença. Em relação ao Brasil, não há registros de casos de infecção pelo vírus.
Ainda assim, autoridades de saúde da Ásia mantêm protocolos de vigilância para doenças emergentes, especialmente diante do intenso fluxo internacional de passageiros.
Fonte CNN
Publicação Joraci de Lima


